AS DIMENSÕES HUMANAS

Posted by | fevereiro 22, 2015 | Artigo | One Comment
PSQ3

Quando pensamos em qualquer processo de aprendizado é essencial para o profissional que estiver na condução do grupo ou indivíduo que leve em consideração a forma como cada um em sua audiência assimila o aprendizado. Com os Processos de Aprendizado Baseados na Experiência não é diferente.
Existem hoje inúmeros testes, de MBTI, ao DISC, Estilos de Relacionamento, Estilos de Aprendizado, entre outros. Sem diminuir o valor destes testes se dermos um zoom out, nos distanciarmos e procurarmos entender o que estes formulários tentam trazer como resultado, iremos perceber que todos buscam trazer mais luz para a auto percepção do indivíduo e ajuda-lo a crescer, compreender-se melhor, mudar.
Com diferentes olhares, todos eles acabam por trazer leituras, cada um seguindo sua teoria e conceito, sobre a forma como as Dimensões Humanas são expressas por nós no nosso cotidiano.
Este é um arquétipo que norteia a forma como agimos e interagimos com outras pessoas e com o mundo que nos cerca. A Trimembração do Ser Humano, representada por suas 3 Dimensões, o PENSAR, o SENTIR e o QUERER. Aí reside a energia básica para se iniciar qualquer Processo de Mudança.

O PENSAR: Está localizado no sistema neurosensorial, no cérebro, parte mais fria do nosso corpo. Sistema que fica suspenso em um líquido para receber a menor influência possível do externo. O Pensar “saudável” é caracterizado dentre outras qualidades, pela lógica, clareza, consistência, racionalidade, etc. Se identifica com o que não é material (gosto, som, imagens)  guarda a essência das coisas.

O QUERER OU AGIR: Localizado no sistema metabólicolocomotor. O Pensar é colocado em ação por meio dos músculos, mãos, braços, pernas, com a fala e outros movimentos. Nossa capacidade de transformação reside aí. Essas forças, do Querer ou do Agir, são complementares a força do Pensar.

O SENTIR: Fica no sistema rítmico do ser humano, formado pelo coração, pulmões e sistema circulatório. É a força que une o PENSAR e o QUERER e atua com as polaridades da simpatia e antipatia. Gosto, não gosto. É uma energia mais volátil que impulsiona as demais.

Se pararmos para refletir um pouco em nosso ambiente de trabalho e vida pessoal, fica fácil perceber pessoas que são mais ligadas ao PENSAR, precisam saber mais dados para decidir, dominam conceitos mais facilmente, são bons de argumentação, tem excelentes idéias, mas em contrapartida podem ter dificuldade de fazer acontecer. Podem ser estrategistas fantásticos ou sonhadores que não saem do campo das idéias, prolixos e burocratas.
Há aqueles que são pessoas do AGIR, saem fazendo sem pensar e planejar, tem um QUERER fortíssimo e podem ser percebidos como fazedores. Pessoas que realizam, mas que muitas vezes pagam um preço mais alto por não PENSAR o necessário. Podem ser empreendedores realizadores, como podem ser percebidos como verdadeiros tratores, pessoas que não ouvem e saem fazendo do seu jeito.
Assim como há também os que têm mais energia no SENTIR. Estes podem ser percebidos como imaturos, choram com anuncio de margarina ou aqueles de pavio curto, explosivos. Podem ser também aqueles que se preocupam com a qualidade do ambiente, das relações e costumam ter uma presença natural para facilitar conflitos e inspirar pessoas.
Estes princípios permeiam as organizações o tempo todo e principalmente em processos de mudança.
A maneira como lidamos com essas forças e o nível de consciência que temos em relação a elas pode facilitar ou dificultar a vida dos indivíduos e equipes.
São todas de igual importância e a sabedoria está em saber a hora de  pender mais para um lado ou para outro.
Com o ritmo dado às corporações atualmente é comum ver o SENTIR meio esquecido, como se não desse tempo para isso. E por favor, quando digo SENTIR, não estou dando uma de Poliana, dizendo que devemos sair pro aí abraçando árvores e achando o mundo cor de rosa. Essas forças funcionam como um banquinho de 3 pernas, se uma delas é mais curta o sistema fica instável ou sequer fica de pé. É preciso estar consciente do que sentimos quando algo dá errado ou algo dá certo, quando superamos um grande desafio ou quando nos frustramos, seja individualmente ou em equipe.
O PENSAR é mais presente, mas de novo o ritmo acelerado do cotidiano nos permite PENSAR no mínimo necessário.
A energia mais forte que percebo é a do AGIR…”e vamo aí que a fila anda!” O que acaba muitas vezes soterrando as outras duas e gerando apagadores de incêndio, especialistas em “fazejamento”, pessoas desmotivadas e/ou pouco comprometidas.
Nosso trabalho na Ação Criativa é voltado para tentar equilibrar essas forças, já que todas essas energias são vitais para o bom funcionamento das pessoas, grupos e organizações.

Artigo baseado nos aprendizados adquiridos no Curso de Formação da ADIGO CONSULTORES.

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