OS 6 ESFORÇOS PARA SE TRABALHAR EM EQUIPE

Posted by | fevereiro 17, 2015 | Artigo | No Comments
os 6 esforços

Conheci este conceito com um consultor amigo que veio a falecer de forma trágica e de certa forma este artigo é uma homenagem singela que faço a ele, Luís Ernesto Meireles.
Fez muito sentido quando conheci e de lá para cá, volta e meia me pego refletindo a respeito.

O que se segue, de forma sucinta, é meu entendimento a respeito.
Para o bem ou para o mal, o Trabalho em Equipe não é algo natural para nós humanos.
Para que funcione bem, é uma prática que deve ser exercitada, dada a natureza egoísta de nossa espécie. E que fique claro que, em certa medida, este egoísmo é algo necessário em momentos da nossa vida. É coerente com a máxima presente em diversas filosofias e religiões, de que “só damos aquilo que temos para dar.” Esta estrutura que temos ou não, e que nos permite doar com qualidade de presença, parte do ego, do nível de consciência que o indivíduo tem ou não, do seu eu e de como lida com as diversas pulsões provindas desta interação consigo mesmo.
Contudo, nos dias de hoje, a dita “sobrevivência do mais apto” nas organizações, passa por compartilhar, influenciar positivamente, servir, entre outras habilidades que estão contidas neste pacote dos “6 Esforços Necessários para se Trabalhar em Equipe”.
A maturidade de uma equipe e a qualidade de sua produção estão ligadas a estes. Cada um em separado já foi motivo de muitos artigos e livros de diversos autores e figurões de diferentes áreas.

São eles:
Ouvir: Não por acaso o primeiro, talvez seja o mais difícil, já que temos a tendência natural de querermos sempre fazer prevalecer nosso ponto de vista. A qualidade dos demais está diretamente ligada a qualidade deste. Acredito que nunca estamos inteiros numa interação com outra pessoa ou grupo se nossa escuta for deficiente.

Comunicar: Expressar-se bem, de forma clara e articulada, alinhando entendimento com as outras partes com quem interagimos. Fazer bom uso do feedback! Termos consciência de que aquilo que comunicamos é o que o outro entende do que falamos e não o que dizemos. Esta habilidade tem vários desdobramentos para o indivíduo se tornar um líder facilitador, que, por saber ouvir, consegue fazer-se ouvir também, gerando a possibilidade de influenciar positivamente as pessoas e o ambiente no qual está inserido.

Ceder: O indivíduo pode até ser bom ouvinte e expressar-se com objetividade e eloquência, mas se não souber ceder, abrir mão, dificilmente saberá trabalhar em equipe. Como líder provavelmente terá dificuldades para empoderar e dar autonomia aos seu liderados. Precisa querer entender o outro, exercitar a empatia. Daí parte a possibilidade de somar os conhecimentos e habilidades do time, gerar sinergia. Aqui residem as possibilidades de Consenso e Consentimento.

Planejar em Equipe: Diretamente conectado aos “esforços” anteriores. Quem nunca participou de reuniões improdutivas ou processos de planejamento infrutíferos e sem foco pela inadequação do OUVIR e do COMUNICAR, por falta de CEDER, que atire a 1ª pedra.

Executar como Planejado: Para nós brasileiros este é um grande desafio. Aderência ao plano…quem aqui nunca deu um jeitinho? “Vamos fazer da nossa maneira? Afinal o resultado será o mesmo.” Demanda disciplina, alinhamento de entendimento da situação com as outras partes envolvidas no processo de execução, visão do todo. Compreender porque deve ser feito de uma determinada forma e as consequências caso façamos de outra maneira. E por favor, não me refiro a planejamentos engessados, por vezes é necessário ajustar a rota. Contudo, se sempre é preciso um ajuste, provavelmente o passo anterior está acontecendo de forma inadequada e sem aderência ao processo decisório. Algo muito comum em processos de planejamento estratégico “top down”, com pouca ou nenhuma identificação das equipes com a Identidade da empresa. (sugiro o artigo “Cultura, Comportamento e Performance” que trata desta temática).

Assumir a Responsabilidade pelo Resultado: E vamos combinar que assumir o resultado quando tudo vai bem é moleza. O maior desafio é assumir quando algo dá errado. Saber se incluir como parte do problema e consequentemente como parte da solução. É ser protagonista, agir com lócus de controle interno. Para tanto, é um bom começo responder a boa e velha pergunta: “O que fiz ou deixei de fazer para que as coisas acontecessem assim?”

Fez sentido para você?
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